Weblog do Publicitário SAULO FERREIRA


EU SEI QUE MEU REDENTOR VIVE E POR FIM SE LEVANTARÁ…
setembro 16, 2008, 2:27 pm
Filed under: Uncategorized

             

            Todos aqui nesse blog conhecem meu pensamento. Há um verso bíblico que cita que: “a boca fala do que cheio está o coração (Mat 12:34)” e isso é tão verdade, quanto verdadeira era a inspiração de quem o falou.

            Ainda estou profundamente enojado e ansioso por ver até onde viverá a teologia mentirosa de prosperidade, onde os papas evangélicos exploram a fé das cansadas e exauridas ovelhas e, em cima de sua fé, constroem impérios. Com carros, casas e alguns até seus haréns.

            Tenho sido guiado por Deus para adorá-Lo ainda mais nessa situação, visto que, se os “grandes homens de Deus”, os maiores líderes cristãos do Brasil, estão cuspindo no santo evangelho de Cristo, sabotando o sangue dAquele que se entregou de forma paradoxal à qualquer regra, técnica ou filosofia humana, eu tenho mais do que nunca a obrigação de convocar o povo santo à prostrar-se diante do Rei que vem, e agradá-Lo com seu louvor e canções. Maranata!

            Em um momento de meditação, frente ao desgosto enfrentado a cada palavra bíblica deturpada e cada notícia escandalosa veiculada, em que vejo os “banqueiros da fé”, usando seus artifícios para persuadir as pessoas, pensando talvez que as pessoas são tão fáceis de enganar quanto sua fé, que frente ao dinheiro se corrompeu esquecendo dAquele que é a fonte de toda a benção, lembrei-me de quando Deus me aliviou a “úlcera” que ardia em meu coração machucado com uma palavra que até hoje vive em minha mente e coração: EU AINDA SOU O “CABEÇA” DA IGREJA!

            Eu sei que, para muitos, é muito difícil olhar tudo isso sem se revoltar! Muitas igrejas estão adotando esse método com a ideologia de que parece “estar dando certo”!

Eu sei que muitos pastores, até por inocência, acabam usando das técnicas da teologia da prosperidade, por pura boa fé, não buscando enriquecer as custas do povo, mas esperando que suas ovelhas sejam sim, abençoadas financeiramente. Porém esquecem que Jesus disse que: “A vida de um homem não se constitui na quantidade de bens que ele possui” e que “ninguém pode servir à dois senhores, pois se achegará a um e aborrecerá o outro, não pode um homem servir à Deus e as riquezas (Luc.16:13)” e acabam pregando uma mensagem em que o homem deve ser rico e próspero, causando no mesmo um sentimento errôneo de ambição por bens materiais, e lhe tirando o foco do sentimento matriz, inicial, genuíno e essencial que é a pátria celestial: a grande e maior conquista de todo o crente!

            Nós que nascemos de novo em Cristo, que amamos seu evangelho, nos sentimos mal com tudo isso que é indevidamente ensinado e não devemos jamais nos calar, nem nos conformar com essa situação. Contudo, devemos lembrar também que JESUS É O CABEÇA DA IGREJA, e esse posto não ser-lhe-á tirado jamais, pois foi comprado com um preço que nem todos os bens materiais, riquezas, ouro, fazendas e poder desse mundo poderiam pagar: o seu sangue!

            E são nesses momentos de frustração e desânimo que me lembro de como Jó, em uma situação de miséria, abandono e aridez espiritual se recordou em sua essência e disse em alta voz: “Eu sei que meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre toda a Terra (Jo 19:25)”.

            Creiam nisso amados: Ele é “o cabeça”! E por fim se levantará sobre toda terra, como justo juiz a julgar aqueles que permaneceram fiéis!

 

            No amor dAquele que controla o universo e faz viver uma igreja santa em meio sujeira e imundice.

 

            Ficai Firmes!

Anúncios


A CURA DE MUITOS PARALÍTICOS EM CAFARNAUM
agosto 19, 2008, 1:14 pm
Filed under: Uncategorized

 

Rumores na cidade de Cafarnaum anunciavam a vinda de um homem que fazia grandes milagres. Homens da Lei, curiosos, pais de família sem esperança, soldados feridos recém-chegados da batalha, enfermos com doenças de todos os tipos. Ah! Sim! E muitos, mas muitos críticos! Essas eram as pessoas que cercavam Jesus, quando o mesmo adentrou a pequenina cidade judia de Cafarnaum, e numa simples casa se assentou para ensinar!

Muitos conhecem a história do paralítico de Cafarnaum, aquele que foi descido pelo telhado por quatro amigos enquanto Jesus ensinava o povo na casa de um anfitrião.

Lendo essa história em um livro, delineei cuidadosamente as palavras do autor, da mesma forma que um artesão desliza o dedo em sua obra. Vi o autor do evangelho falar de um homem deficiente, sem expectativa, extremamente miserável. Tentei por um momento lembrar de todos meus anseios, vontades e sonhos, meus clímax de alegria, de raiva, de amargura. Tente você também, lembrar de tudo isso, porém, barrado por pernas atrofiadas, mãos mirradas e corpo enrijecido. Tenho amigos e parentes nessa situação e compartilho a dor que em palavras jamais poderemos explicar.

Contudo, a história deste homem em específico tem um final feliz! Seus amigos com a famosa fé que “remove as telhas de uma casa”, fizeram não só isso, mas também desceram o leito do paralítico em plena sala onde Jesus ministrava.

Enquanto aquele povo, com os olhos fitos em Jesus, despejavam toda sua atenção nas doces palavras de ensino do maior de todos os mestres, Ele, arrebatadoramente já havia mudado o foco do seu discurso de ensino, para a história daquele homem cheio de fé, coragem, ousadia, determinação e seus pecados logo lhe foram perdoados!

Resumindo! Aquele paralítico foi curado! Ótimo para ele, linda história de vida de milagre! Mas a história não se finda aqui, longe disso!

Lembra quando eu disse que havia muitos, muitos críticos? Pois é. Lá estão eles se apegando ao mero detalhe do perdão dos pecados que Jesus ofereceu ao paralítico. Mero? Penso que esse detalhe seja fundamental na história que marcou a cidade de Cafarnaum. Jesus fez uma pergunta aos críticos (também conhecidos como fariseus, saduceus, escribas, etc): – O que é mais fácil?  Perdoar-lhe os pecados ou dizer levanta e anda? Analisemos essa pergunta!

Quando Jesus veio a Terra, ele veio com uma missão e essa não era simplesmente curar as enfermidades físicas. Aliás, o homem físico valia pouquíssimo para Ele. Jesus trouxe em sua bagagem uma paixão pela alma do ser humano que ninguém jamais conseguirá entender em sua totalidade. Prova disso foi que a primeira atitude de Jesus, ao ver a fé do bem aventurado paralítico, foi perdoar-lhe os pecados. Mesmo vendo-o naquela situação deprimente e deplorável que já foi citada, Jesus apressou-se em perdoar-lhe os erros. Porque isso?

A resposta é simples! Porque Jesus não queria simplesmente curá-lo fisicamente, Jesus queria muito mais que isso, na verdade, a cura física era apenas um forte sinal humano para que as pessoas pudessem crer que Ele era o filho de Deus.

Não sei o que aquele homem pudesse ter feito de tão grave, mas em Cafarnaum, Cristo optou primeiramente em dar-lhe a benção que atravessaria as portas da humanidade, do que a benção que ficaria retida a vida terrena. A cura do corpo custou para Jesus apenas um momento, mas a cura da alma custou sua vida! Custou a cruz! Custou seu próprio sangue. A cura física se limitaria simplesmente a mais alguns anos, afinal está imposto ao homem morrer algum dia, contudo a cura espiritual rasga as paredes da eternidade, vai além da vida na terra.

Imaginei após o discurso o que houve no coração daqueles tantos que estavam com Jesus em Cafarnaum. Tantos homens e mulheres saindo daquele lugar e voltando aos seus lares.

Os mesmos frustrados, doentes, feridos, talvez possuindo ainda sua debilidade física, mas certamente curados de suas enfermidades espirituais. Transformados não no corpo, mas principalmente na mente, nos conceitos e na alma.

Com isso imaginei também os milhões, bilhões ou trilhões de pessoas que lêem a passagem do paralítico de Cafarnaum e discutem sobre ela em seus cultos. Muitas cheias de paralisias sentimentais, traumas entrevados, atrofias nos desvios comportamentais e talvez nem ainda tenha se apercebido da grande mensagem contida nessa passagem bíblica. Penso que todas elas podem ser curadas instantaneamente se tomarem para si uma simples determinação de Jesus:

“Os seus pecados estão perdoados”. Agora faça da tua vida o que achar melhor e se tiveres fé “levanta sua cama e vai para tua casa, a tua fé te salvou”!

 

Ficai Firmes!

 

SAULO FERREIRA



OS SUPER-HERÓIS NÃO PRECISAM DE DEUS
julho 24, 2008, 8:02 pm
Filed under: Uncategorized

“Nessas horas que eu me lembro que o sofrimento é um megafone

É Deus pra mim gritando que eu não sou o super-homem

Que sou de carne e osso, que vou passar sufoco

Vou fazer o quê? Não vou esconder meu choro.

 

Às vezes é mais fácil fingir, eu sei! Fazer de conta que tá tudo bem.

Que tá tudo zen! Disfarçar que não tem nada dando errado, mas eu não sou o superman.

 

Muito falso herói se achando o tal, iludido com aplausos, elogios, com pedestal. Até eu já vacilei! Dei bobeira, viajei! Esqueci que levo tombo como qualquer um!

 

Eu sou diferente, igual a todo mundo

Sem Você eu não sou ninguém

Eu sou igual a todo mundo

Não existe superman!”

 

Trecho da música da banda Fruto Sagrado, composição de Bene, Sylas e Marcão.

 

Porque o  homem tanto insiste em tentar ser uma fortaleza, enquanto sua realidade é um ser carregado de deficiências e humanidade?

 

Vivemos numa sociedade cristã que exige que todos os dias a gente finja ser uma mentira de super-herói, daqueles tão ridículos quanto os personagens secundários da Liga da Justiça que eu assistia quando criança. Daqueles que ficavam na TV apenas 3 meses e depois caíam no esquecimento como Jaspion, Jiraya ou Jiban.

Uma sociedade cristã que não permite que a gente erre, que a gente enfraqueça, que a gente se desanime, que a gente mostre nossa humanidade. Temos que ser super-crentes, com um sorriso amarelo no rosto, gel nos cabelos e uma nota de 50 aparecendo no bolso, ainda que seja falsa, ainda que o sorriso esconda um inferno interior e o gel recapeie o telhado de um “tsunami” de preocupações e incertezas que devoram nossa mente desesperada.

Qual o motivo de tudo isso? Para quê viver mandamentos que condenam a mentira, sendo que vivemos uma mentira disfarçada de verdade?

Vivo dias dos quais eu gostaria de ser somente o Saulo que Deus criou e conhece muito bem.

Aquele que gosta de música secular, ama poesia e ama vagar sem rumo. Aquele que ama a igreja mas se cansou de ouvir balela, que ama Jesus mas se enfadou com as mensagens baratas, tão baratas como os perfumes de bandeja da rua 25 de março, que enojam, nauseiam, revoltam e dão vontade de jogar tudo para o alto.

Penso que Deus amou a mim e ao homem, mesmo conhecendo a infinidade de nossos defeitos, apostando em nós a propagação do evangelho, missão que negou até aos santos anjos (1Pedro1:12). Se Deus me conhece e me ama como sou por que preciso fingir que sou alguém que vive a plena riqueza e prosperidade de Deus e que não passo apuros financeiros? Por que preciso fingir que sou um homem que não sente dor, sendo que choro, me magôo e me abato com as adversidades como qualquer ser humano comum? Porque preciso fingir que sou o Superman, sendo que como homem, meus erros são advogados pelo Mestre de todos os Mestres, a saber, Jesus Cristo?

Sabe o que eu penso? Penso que ser homem é um dom, uma benção… Uma riqueza que nem mesmo os anjos no céu puderam ter. Saber que temos perdão para nossos pecados, consolo para nossas tristezas, refrigério para nossa alma abatida e colo para nossos pés cansados.

É por isso que ainda sou cristão! Porque sou homem, falho e pecador e com isso, preciso de Deus à cada segundo, afinal, os super-heróis não precisam de Deus!

 

Ficai firmes!

 

SAULO FERREIRA



EVANGELHO DA NOVA ERA
julho 16, 2008, 1:53 pm
Filed under: Uncategorized

A cada dia que passa, me sinto tentado a desacreditar de vez na igreja cristã. Percorro os bastidores das entidades evangélicas e me sinto profundamente desesperançoso no que tenho visto ao passar dos anos.

Acho que como todo sistema, a igreja evoluiu, mas essa evolução trouxe um pseudo-crescimento que tem posto em crédito não só os remanescentes que permanecem fiéis, mas o trabalho dos mártires que abriram mão de suas vidas, de suas famílias e das suas próprias promessas para que elas (as promessas) fossemos nós, frutos dos vossos sacrifícios.

Lembro-me do tempo que se pregava o evangelho da salvação. O evangelho que deixava o peregrino fortalecido, pois sabia que qualquer erro, tropeço ou vacilada, poderia fazer com que perdesse a vida eterna. Evangelho que nos dava força ao saber que as aflições do tempo presente nem de longe poderiam se comparar com a glória que em nós há de ser revelada (Rom 8.18). Um evangelho que nos incentivava a pensar na pátria vindoura, evangelho genuíno, verdadeiro, sem fins lucrativos e sem interesses.

Lembro de quando ovelhas eram ovelhas sem classificações especiais dentre elas. Quando os pastores olhavam as ovelhas e lhe tinha cuidado com a sua alma, sem pensar se lidavam com empresários, artistas, assalariados ou desempregados. Aliás, lembro de quando a alma era o único foco da igreja cristã.

Sou do tempo em que a igreja amava e cuidava de vidas, onde os grandes exageros com costumes e doutrinas eram produto da excessiva preocupação em manter a integridade, guardar o coração, livrar dos perigos e evitar os percalços das ovelhas. Assumo que sou um dos que tanto criticou os exageros, mas hoje penso que se todo mal fosse esse…! Acho que éramos felizes e não sabíamos!

Mas hoje vivemos sob a era da prosperidade! A igreja tornou-se uma empresa, alcançou a TV, os ginásios lotados e passamos a viver o evangelho no qual a salvação tornou-se apenas uma coadjuvante dentro desse grande espetáculo da fé chamado: igreja! Onde a palavra que diz que devemos ajuntar tesouros no céu, onde a traça não corrói e o ladrão não rouba (Mat 6.20), já não é mais ensinada e os bens materiais, as riquezas, o poder e a honra são muito mais importantes que a humildade, o amor ao próximo, a caridade e o perdão. Esse evangelho criou nas pessoas um sentimento de altivez e prepotência, deu-lhe um olhar condescendente que faz com que uns sintam-se melhores que os outros, afinal se tu não tens é porque “não tens sido fiel, algo está errado contigo”! Sendo que o apóstolo Paulo diz que não devemos nunca nos considerar superiores aos outros. (Fil 2.3).

O evangelho da prosperidade trouxe uma visão de águia, crescimento, multiplicação, vidas, bairros, estados, países, o mundo inteiro! Mas esqueceram do principal: a alma (Mar 8.36)! Esqueceram que pessoas são compostas de uma alma que precisar ser tratada, cuidada e muitas vezes corrigida e disciplinada.

Já uma vez sonhei em pregar para multidões, sonhei em conquistar as nações e ir à todos os povos. Sonhei em desbravar por todos os povos, línguas e tribos falar de um evangelho que muda e transforma, mas hoje só peço que Deus guarde minha fé. Rogo para que minha fé não desfaleça e que eu seja firme para consolar os que vêm a mim.

Sou do tempo dos grandiosos homens de Deus que eram anônimos, mas que certamente na glória conheceremos seu nome com honra e sinto falta desse tempo.

A alma ainda é o bem mais precioso para Deus. E para nós?

 

Ficai Firmes!

SAULO FERREIRA